quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O SOM E O SILÊNCIO

O Silêncio é sórdido

Deus criou o ruído, o marulhar
o estrondo, o canto dos pássaros,
som cosmogônico, gemer do vento,
farfalhar das folhas, sonora eloquência da vida.
 Deus sempre foi ruidoso,
O demônio inventou o silêncio
letárgico, letal,
Punhal insensível cravado em si mesmo

Reynaldo Jardim: coleção "palavra do poeta apresenta"
círculo de Brasilia editora


PS: Interpretar poesia é crime. Entretanto, pensando na Bahia...
"terrinha abençoada"...
(memória de uma travessia em catamarã para Morro de São Paulo
em companhia de algo chamado Asas de Águia...)

Um comentário:

  1. Humm, essa comparação é bem complexa, creio que não pude captar as nuances interpretativas, ainda mais sem saber a relação de Deus e o A(fro)xé, Deus e o Forró... Aliás, pode-se ouvir o mesmo conjunto, atravessando Valinhos no Honda Civic (o efeito não é o mesmo, entretanto).

    Lembrei de um poema, que não tem a ver com a Bahia, só com o silêncio, e para contrastar, escrito e pensado em Porto Alegrense (daquela outra República, a Federativa dos Pampas - A Bahia é o Brasil, e o Brasil, o outro, é a República Federativa do Brasil). Bom, um senhor 20 anos mais velho que o Reynaldo, o Mário Quintana, livro Porta Giratória.

    Os Silêncios

    Não é possível amizade quando dois silêncios não se combinam.

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